10 estratégias de marketing pessoal – Desenvolvendo sua marca como Garota de Programa

Hoje eu, Bruna Surfistinha, vou compartilhar com vocês as estratégias de marketing pessoal que me fizeram ser a acompanhante mais famosa do Brasil.

A equipe do Paradise Girl me convidou pra ser colunista no blog do site, e adorei a oportunidade de poder estar todo o mês compartilhando minhas experiências e ajudar as garotas a serem bem sucedidas para que conquistem seus sonhos e, se for da vontade de vocês, que possam sair desta vida o quanto antes.

Acho importante começar este tema falando sobre minha própria experiência, pois meu marketing pessoal ocorreu de uma maneira muito natural.

A história de como Raquel Pacheco se tornou Bruna Surfistinha

Os motivos e dificuldades que enfrentei ao me tornar garota de programa

Me tornei garota de programa (GP) em 2002,  há 18 anos atrás, e posso garantir que não havia tantas informações ou acesso fácil ao assunto. Era um tema pouco abordado, inclusive na mídia, e quando acontecia era cheio de preconceito e tabus (bem mais que nos dias atuais). Digo que na minha época, a prostituição era um mundo secreto, pois era mais fácil fazer parte dele por indicação de alguma conhecida que já se prostituía  e ajudasse a orientar como dar os primeiros passos.  

Não foi o meu caso. Eu não conhecia nenhuma GP, nunca tinha sequer tido contato com a história de alguma. Me joguei nesse mundão com a cara e coragem após ser influenciada por anúncios em um jornal que não existe mais. O jornal era conhecido como “amarelinho” que apenas divulgava vagas de empregos em diferentes áreas. Resolvi arriscar.

Eu tinha tudo para dar errado. Era extremamente tímida, com pouquíssima experiência sexual. Aliás, nunca tinha feito sexo com algum homem que nunca tinha visto antes e estava perdida na vida, minha única certeza era: não queria mais morar com meus pais e vi na prostituição, minha única opção para sobreviver.  

O início na profissão e as primeiras técnicas de marketing pessoal

Comecei trabalhando em casa privê, um nome bonito para prostíbulo ou cabaré. E já no primeiro dia, coloquei na cabeça que não queria ser apenas mais uma. Não fazia ideia como conseguiria isso, mas logo comecei a pensar em um bom marketing.

Eu tinha mais de dez concorrentes diretamente, e em privê a garota se apresenta individualmente ao cliente, então cada uma que lutasse com as próprias armas para conquistar os homens ali. Havia uma regra entre nós: não podíamos tocar nos clientes nem exibir o corpo nu, levantando o vestido para mostrar a bunda, por exemplo. Mesmo assim, cada uma tinha a própria arma de sedução.

No início, minha estratégia de conquista era olhar profundamente nos olhos do cliente enquanto me apresentava. Aproveitava para dizer minha idade, algo que nenhuma dizia, então usava disso a meu favor: “Oi, eu sou a Bruna, tenho 18 aninhos…” (comecei com 17 anos, mas a pedido da cafetina, menti até realmente completar a maioridade). Já instigava o suficiente apenas com esta frase. Menos é mais.

Algumas meninas sentavam para conversar com o cliente e conquistá-los com um bom papo, mas além de eu não ter paciência, preferia ser a menina misteriosa. Falava o básico e já saia de perto. Muitos clientes comentaram que ficaram curiosos para conhecer melhor esta garota misteriosa que sempre habitou dentro de mim.

Um dia cansei dessa frase de apresentação e resolvi mudar. Pensei como se eu fosse um homem sentado ali, querendo sexo e putaria e o que eu gostaria de ouvir. Meu pensamento foi rápido e surgiu a ideia de dizer: “Oi, eu sou a Bruna e faço o que você quiser!”. Apenas. Direta e reta. No primeiro dia que comecei a me apresentar assim, já percebi que fez sucesso. E usei esta frase por toda minha fase na prostituição.

A saída das clínicas privê para me aventurar a trabalhar de forma independente

Depois de um ano e meio, resolvi me aventurar no flat. Já tinha clientes fixos que sempre iam atrás de mim, mas não era uma quantidade suficiente para conseguir pagar todos meus boletos mensais. Precisei pensar em uma nova estratégia de marketing para conquistar uma nova clientela. Foi nesta época que nasceu meu blog, que criei de uma maneira despretensiosa, mas logo se transformou numa boa ferramenta de trabalho.

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Relatava todos os programas do dia, e aproveitava para instigar meus leitores e futuros clientes contando de uma maneira sutil o que eu gostava de fazer. Deixava claro que amava fazer sexo oral e anal.

Era uma época que não havia meios de comunicação que fossem rápidos e práticos, a única mídia social era o Orkut, não existia WhatsApp, as pessoas se comunicavam por MSN… mas nada era muito eficaz para uma garota de programa. Então o meio mais rápido do contato entre cliente e a garota, fora o telefone, era por SMS.

Eu queria muito ter contado com todas nossas mídias sociais e meios de comunicação atuais na minha época.

O formato do meu blog acredito que não faria mais tanto sucesso atualmente. Se eu não tivesse me aposentado, precisaria ter atualizado minha estratégia de marketing.

Estratégias de Marketing Pessoal

Um dia me perguntei por que fiz sucesso como GP e não fui apenas mais uma como prometi a mim no primeiro dia. E hoje, resolvi contar para você quais foram minhas principais estratégias para construir minha marca e sentir o gostinho do sucesso!

1. A primeira impressão é a que fica e o primeiro contato é extremamente importante

Pessoalmente é mais fácil: eu usava o olhar, o mistério e uma frase provocante. Mas quando o primeiro contato é virtual, é também extremamente importante ser simpática, dar a atenção necessária, responder as perguntas sobre como é o programa com você. O cliente gosta de se sentir especial. E isso vale em qualquer profissão.

Para ser mais simpática pelo WhatsApp, considerem ter um diálogo com o cliente, e não responder apenas o que ele está perguntando de forma direta e objetiva. Quando for adequado, use emoticons.

E deixa eu dar mais uma dica pra vocês: ainda é possível dar aquele ar de mistério e mandar uma frase provocante pelo áudio do WhatsApp. Dá pra provocar muito pelo áudio falando baixinho, meio sussurrando. Todas as mulheres sabem fazer uma voz sedutora. É importante que seja um audio curto, direto e reto, pois áudios muito longos se tornam cansativos.

2. Nunca minta

O combinado não sai caro. Você não é obrigada a fazer nada que não queira, mas deixe claro quais são as suas condições antes de encontrar com o cliente. Não gosta de sexo anal? Não tem problema, mas deixe claro que não faz e não crie expectativa.

Principalmente quando o cliente comenta que quer algo específico, se você mentir que vai realizar a vontade dele, ele vai querer na hora H como combinaram e vai ficar puto por ter sido enganado. A chance desse cliente não te procurar outra vez é gigante.

Havia dias que eu não estava com vontade de fazer sexo anal e logo avisava por telefone, mesmo quando não perguntavam. Preferia perder clientes no contato querendo marcar o programa a perder para sempre.  

Noto também que tem muitas meninas mentem a idade, e não acho que esta seja uma boa idéia. Por mais que eu era novinha quando trabalhava e estava na fase que não precisava esconder minha idade real. Mas se eu tivesse continuado, eu com certeza falaria minha real idade. Até porque assim como tem homens que gostam de novinhas, tem muitos homens que buscam as trintonas, quarentonas, cinquentonas. Não há necessidade de mentir a idade, até porque isso acaba sendo frustrante pro cliente.

Eu trabalhei com uma garota no privê que tinha 42 anos, e quando ela começou a trabalhar no flat, ela dizia no anúncio dela no M Class que tinha 28 anos. Eu falei pra ela “Ok, você não aparenta ter 42, mas 28 anos é forçar muito a amizade”. Eu sugeri pra ela que se não quisesse colocar 42, que colocasse 38 anos.

3. Destaque quais são seus dons sexuais

O que gosta mais de fazer: Sexo oral? Anal? Realizar fetiches? Sadomasoquismo? Demonstrar o quanto gosta de algo em específico desperta a vontade dos clientes que curtem o mesmo.

Olhando alguns sites da atualidade, notei que muitos deles possuem um campo para que a garota coloque uma mensagem. Na minha época eu não cheguei a divulgar em sites, apenas no meu blog. Mas eu usaria este espaço para exaltar os pontos fortes, por exemplo: “adoro fazer sexo anal, oral”, “faço parte ativa”, “amo sair com casais”. 

Usaria muito os termos “adoro”, “amo”, “curto”, e não somente “faço sexo anal”, “faço oral”. Tem que mostrar entusiasmo!

4. Tenha o que oferecer para mimar o cliente no encontro

No flat, eu sempre tinha água (de copinhos de plástico, assim me poupava de lavar copos), algumas opções de refrigerante em lata, cerveja, uísque e vodka.

E logo que chegavam, eu já oferecia. Nem todos aceitavam algo além de água, mas ficavam surpresos com minha atitude. A maioria me dizia que nunca tinham visto isso, que muitas garotas não ofereciam nem água de torneira.

5. O ambiente limpo, confortável e a higiene explícita também chamam muita atenção deles

Eu usava a estratégia de fazer com que se sentissem em casa. Todos os cômodos da casa que o cliente tinha acesso estavam sempre muito limpos e organizado. Caso você tenha tempo, tente dar uma decorada de leve no local com a sua personalidade também.

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Outro ponto importante é a música. Na minha época, infelizmente não tinha nenhum aplicativo de música. Eu tinha CDs de diferentes artistas, mas também gravava vários CDs com minha própria playlist. Hoje em dia, aproveitem a facilidade do Spotify. Após oferecer uma bebida para o cliente, pergunte “você tem preferência por algum tipo de música, alguma banda?”. Às vezes o cliente pode não gostar da música que está tocando na hora. 

As toalhas que usava eram lavadas em lavanderia e entregues em embalagem plástica individual. Isso mostra que a toalha está realmente limpa e não está sendo reutilizada. Assim como eu tinha outros cuidados: trocava a roupa de cama na frente deles e o sabonete para banho era líquido.  

6. Variedade de camisinhas e produtos eróticos

Sempre tive este cuidado de ter sempre opções de camisinha, inclusive já olhava o pau e sabia qual melhor se encaixaria no formato e tamanho.

Tinha consolos em diferentes tamanhos para todos os gostos para quando atendia um cliente que me queria como “Bruno” para fazer a parte ativa. E produtos eróticos como géis com diversas funções: para sexo oral com sabor, gel que esquenta ou esfria, calcinha comestível, etc. São apetrechos que valem o investimento.  

7. Gostar de sexo é importante para ter sucesso

Isso parece que é uma dica óbvia, mas não é. Eles podem não conseguir diferenciar orgasmos falsos dos verdadeiros, mas sabem muito bem quando a mulher gosta de fazer sexo realmente ou quando fingem gostar, tornando a transa mecânica demais.

Não gostar tanto de sexo é comum, mas além de ser difícil para a mulher saber lidar com a transa “obrigatória” por conta do dinheiro apenas, espanta o cliente. Da mesma maneira, nós também não gostamos de transar com um homem duro, robô, sem atitude.

Eu sei que há homens difíceis de lidar na cama, por vários motivos, mas nestes casos, eu pagava de louca, entrava na personagem e dava um jeito de gostar. Quando encontrava uma maneira de gostar do sexo, o tempo passava mais rápido. 

Minha única exceção era com cliente grosseiro ou macho escroto, daí eu fazia a mínima questão de me tornar a melhor GP na cama para ele naquele momento, até mesmo porque não queria que voltasse a me procurar depois.

Nos dias que eu estava desanimada e sem muita inspiração pra trabalhar, eu pensava nos boletos e tentava relaxar pra entrar no clima, pra que eu me sentisse bem. Tinha dia que eu não estava afim, e é normal, mas eu me esforçava ao máximo pra ficar bem e agradar os clientes.

No privê, infelizmente, não havia oportunidade de tirar dia off. Mesmo que você estivesse doente, as meninas eram obrigadas a trabalhar pelo cafetão. Várias vezes eu estava com febre e tive que trabalhar mesmo assim. Entretanto, quando eu fui trabalhar no flat,  nos dias que eu realmente não estava bem, eu tirava dia off e depois compensava no final de semana (eu me dava os finais de semana de folga).

8. A propaganda é a alma de qualquer negócio

Como comentei, meu blog não seria sucesso hoje, mas eu usaria e abusaria do Instagram. Seria meu principal meio de divulgação. Publicaria fotos diariamente sempre com uma legenda picante, um mini conto erótico ou até mesmo resumiria com relatos curtos sobre os clientes que atendi durante o dia.

Deixaria o perfil aberto para que todos tivessem acesso sem que precisassem me seguir, afinal sabemos que a maioria é comprometido e não podem ter uma GP publicamente na lista de quem segue.

Como no Instagram é proibido mostrar nu total, vale a pena colocar no perfil do Instagram um link para o seu anúncio do Paradise Girl, para que os clientes possam conferir fotos nuas e mais ousadas. Hoje o Instagram não permite um link direto para um site de acompanhantes, mas existem diversas plataformas de controle de links, como o Link Tree, que permitem que você coloque o link do Instagram pro Link Tree, e do Link Tree pro seu anúncio.

Outra coisa que não tinha na minha época, mas que dá para experimentar, é utilizar os stories (status) do WhatsApp pra divulgar uma promoção, ou alguma novidade. Por exemplo, você pode colocar uma foto provocante com uma lingerie dizendo  “acabei de comprar está lingerie, que tal me visitar pra me ver pessoalmente com ela?” 

Cuidado também pra não fazer divulgação todos os dias, faça no máximo 3 vezes por semana. Desta forma você garante que todos vão querer ver seus stories, pois se você mandar demais, o público perderá o interesse. Experimentem também utilizar a Lista de Transmissão do WhatsApp.

Dica da redação do Paradise Girl: Vale lembrar que status do WhatsApp só aparece pra quem você salvou na sua agenda, e que também te salvou na agenda deles. Então lembrem-se de adicionar seus clientes preferidos na sua agenda, principalmente os solteiros, já que os casados podem acabar ficando comprometidos pelos seus stories.

Quando eu falo para experimentar, é porque estes recursos não estavam disponíveis pra mim na minha época. Então se você testar e der certo, conte pra gente nos comentários aqui embaixo!

E lembrem-se meninas… quem aparece, sempre é lembrado!

9. Um nome de guerra que seja marcante e fácil de se tornar inesquecível

No meu caso, Bruna Surfistinha foi algo meio natural pois todo mundo dizia que eu parecia surfista. A dica que eu dou é que seja um nome curto e fácil de ser lembrado, como Bruna, Ana, Carol, etc. Você também pode colocar nomes com apelido reduzido, como “Gaby”.

E tentem colocar nomes femininos modernos, que não remetam a nomes de tia. Teve uma vez que eu até dei risada, como todo o respeito, mas vi uma garota com nome de Joelma. Não é um nome muito sensual, é um nome de tia… “Tia Joelma”.

Dica da redação do Paradise Girl: A dica que damos no nosso artigo de como se tornar uma acompanhante de luxo é de escolher um sobrenome que seja chique (ex: Ferrari, Drummond, Prado), ou um adjetivo (Goianinha, Mineirinha, Barbiezinha).

10. Quando for se despedir do cliente, instigue para que ele queira voltar assim que puder

Se o programa foi bom para você também, tente fidelizá-lo. Sempre que eu me despedia, dizia frases do tipo: “te espero de novo”, “foi uma delícia fazer sexo com você… volte!”, “seu pau é tão gostoso, quero sentir de novo, espero que queira fazer outro programa comigo”.

5

Se coloque no lugar dos clientes

E foi com este Top 10 que construí e marquei meu nome na prostituição. Sempre me coloquei no lugar dos clientes. E se fosse eu buscando um garoto de programa, como gostaria de ser tratada em todos os sentidos?

Tive atitudes simples, mas que fizeram muita diferença em meus atendimentos.

Você não precisa seguir todas as dicas, apenas compartilhei as estratégias que deu certo comigo. Espero que conhecendo minhas dez estratégias, tenha te despertado outras ideias para realizar e construir o seu próprio Top 10!  

Te desejo sucesso! 

Se você quiser que eu aborde algum tema específico no próximo artigo, deixe nos comentários abaixo. Conte comigo!

Um beijo da Bruna Surfistinha.  

Assinatura Bruna Surfistinha

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Bruna Surfistinha
Bruna Surfistinha
Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha começou no mundo da prostituição em 2002, onde ficou até 2005. Se tornou conhecida nacionalmente a partir da criação de um blog contando suas aventuras sexuais durante os programas. O blog a inspirou a escrever o livro "O Doce Veneno do Escorpião" que é até hoje um dos maiores best sellers do Brasil. Publicou ainda mais 2 livros, foi finalista do reality show A Fazenda, tem um filme homônimo baseado em sua vida, protagonizado por Deborah Secco e ainda uma série ficcional da FOX/GloboPlay com 4 temporadas. Nunca teve vergonha de assumir seu passado e tem orgulho de chegar onde está hoje.

3 respostas para “10 estratégias de marketing pessoal – Desenvolvendo sua marca como Garota de Programa”

  1. Lótus disse:

    Maravilhosaaaaaa eu amei o post!

  2. Noemi disse:

    Adorei as dicas. Iniciarei nesse ramo e seguirei as estratégias.

  3. Clara disse:

    Acho que sou a alma gêmea da Bruna! Desde que comecei,faço exatamente o que ela orienta a fazer.

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