13 coisas que a Bruna Surfistinha detestava que os clientes fizessem

Recentemente, assisti no canal do Pedro Albuquerque, um vídeo com o 

tema: 10 coisas que GPs odeiam que você faça!

Achei incrível a sensibilidade dos pontos que ele levantou sobre o tema, principalmente por reconhecer os próprios erros e de outros tantos homens. Resolvi então dividir algumas das atitudes que eu mais odiava que os clientes tinham comigo. 

Aliás, todos os defeitos que um cliente pode ter, o Pedro muito bem selecionou, vou comentar alguns com base em experiências minhas e acrescentar outras atitudes que tornam um cliente, digno de estar numa lista negra da putaria.     

1. Chegar atrasado ou dar bolo

Sempre tive um planejamento de horários muito certinho na rotina, principalmente quando atendia os clientes no flat. Na minha época de auge na prostituição, quando marcava vários programas no mesmo dia, tinha uma agenda onde controlava cada um. 

Para atender o máximo que conseguia num dia, eu marcava um programa para outro com apenas 20 minutos de diferença, pois era tempo suficiente para eu fumar um cigarro em paz, passar um pano no chão para limpar o banheiro e o quarto, comer algo rapidamente caso estivesse com fome, fazer uma nova make, enfim, estar pronta para o próximo. 

Tinha dias que esta rotina fluía lindamente, mas era comum rolar atrasos, quando era no máximo 10 minutos, eu dava um jeito no próximo intervalo: deixava de fumar, de comer ou até mesmo finalizava a organização do ambiente na frente do próximo cliente, enquanto conversávamos. 

O problema é quando o atraso era muito longo. Isso me deixava louca, pois deixar de atender um cliente que chegou bem atrasado, significava deixar de ganhar dinheiro, algo que eu obviamente não queria. Eu odiava demais passar por isso, afinal se um atrasava demais, já era suficiente para desandar todo meu planejamento de horários do dia

E infelizmente nem todos entendiam que o programa precisaria ser mais curto por conta do atraso, quando o próximo havia chegado no horário certo. Nem todos compreendiam a situação, reconheciam o erro do atraso e aceitavam ir embora antes.

Assim como todos os profissionais que atendem com horário marcado, o cliente de uma garota de programa também precisa respeitar a pontualidade e precisa pensar que ela tem outros compromissos durante o dia, não pode se achar rei e pensar que é o único para ser atendido.

Eu odiava também quando recebia bolo, sem satisfação. 

Muitos clientes tiveram cuidado em desmarcar o programa com antecedência ou até mesmo em cima da hora e tudo bem, imprevistos acontecem. 

O problema era quando o cliente sumia e não cumpria com o combinado. Estes iam para a minha lista negra sem pensar duas vezes. Eu deixava de confiar, pois se deram bolo uma vez, poderiam ter a mesma atitude em outro momento e eu preferia não arriscar de perder tempo e ficar à toa por causa de cliente furão.

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2. Insistir beijo na boca

A maioria das garotas de programa que conheci tinha como uma das regras não beijar na boca. Eu também preferia não ter esta troca de carinho, mas tive algumas exceções, se rolasse muita vontade durante a transa, deixava rolar, mas não era algo que acontecia sempre. 

Eu precisava querer muito para deixar rolar. O problema era quando o cliente insistia demais – mesmo eu já ter avisado que não beijava na boca – mas durante o sexo, ficava tentando de todas as maneiras como se eu fosse ceder, quando na verdade eu pegava ranço rapidamente.

A garota de programa entende que beijar na boca é gostoso durante a transa, por isso mesmo guarda esta troca de intimidade com quem tem um relacionamento afetivo.

Cliente tem que entender que beijo na boca não faz parte do pacote de uma relação sexual com prostituta

3. Pedir desconto

Existem aqueles que querem pagar por apenas algo do tipo: “Só quero fazer sexo anal, quanto que você faz por mim?”

Oi??? Como se pudéssemos desintegrar uma parte do nosso corpo apenas para satisfazer um único desejo do cliente. Para mim, nunca teve este papo, até mesmo porquê sexo anal dói e o fato de querer apenas isso, por exemplo, não me garantia que o cliente ia usufruir do meu tempo por apenas 10 minutos e que eu seria mais beneficiada do que ele.

Por isso mesmo o valor do meu cachê sempre foi um pacote completo, incluindo anal. Eu não dava desconto de jeito nenhum, nem para casos do tipo: “Mas não vou fazer anal”, “Será apenas uma rapidinha”, “Só quero gozar rapidinho na sua boca”. 

Nenhum argumento me convencia a conceder desconto. Era o preço total que eu cobrava ou nada feito.

Sei que muitas garotas de programa trabalham com um valor para meia hora e outro para uma hora, mas particularmente eu não via vantagem em atendimento com metade do tempo, sempre preferi focar apenas no período de 1 hora mesmo.

Cliente tem que saber que o combinado não sai caro, isso inclui a questão do cachê x tempo de duração do programa. Além disso, precisa ter consciência que garota de programa precisa ser respeitada como uma profissional como em qualquer outra área

Ninguém paga uma consulta médica, por exemplo, e pede ao doutor para que cobre apenas o equivalente ao tempo do atendimento. Seu caso na consulta foi resolvido em apenas 20 minutos? Pois terá de pagar o valor integral mesmo assim. Assim como não se pede um atendimento rapidinho no médico para conseguir desconto, não se pede para pagar apenas uma rapidinha como uma prostituta.

Cada um tem seu preço e paga quem quer.

4. Golpe no pagamento

Na minha época, eu aceitava o cachê apenas com os meios de pagamento: dinheiro ou cheque (que ainda era bem comum o uso). Infelizmente, não existia maquininhas de cartão com tanta facilidade. 

Caí em alguns golpes: peguei notas faltas e cheques sem fundo. Uma vez, inclusive, um cheque voltou com o motivo de roubo, algo que me deixou literalmente “puta”. Consegui recuperar a maioria dos sem fundo, mas era uma situação que me causava ódio por saber que o cliente fazia o pagamento sabendo que o cheque voltaria. Eu perdia tempo indo até o banco para pegar e depois para cobrar o cliente.

Já soube de casos de clientes que foram pagar a garota de programa e na hora de passar o cartão de crédito na maquininha dela, não foi possível por falta de saldo no limite. Se é consciente ou não como na época do cheque, eu não sei, mas cliente precisa ter bom senso e saber se possui disponibilidade financeira antes de sair com garota de programa.

5. Não tomar banho

A falta de higiene do cliente era uma das coisas que eu mais odiava. Não sei o que passa na cabeça de um homem que quer fazer sexo com uma mulher, seja ela prostituta ou não, e não se preocupa em proporcionar um corpo cheiroso. 

Tive clientes que me deram como desculpa que não podiam tomar banho porque não podiam ficar com cheiro de outro sabonete para evitar que as esposas sentissem um perfume diferente, mas isso jamais me convenceu. 

Não queria usar sabonete? Eu dava um jeito de entrar embaixo do chuveiro junto e limpar bem o saco e o pau apenas com água, mas era a minha garantia que as partes íntimas estariam pelo menos limpas para mim.    

Cliente tem que saber que tomar banho antes do programa é o mínimo que ele pode oferecer para uma garota de programa. Até mesmo porquê nenhum aceita transar com uma mulher fedida, não é mesmo? 

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6. Tapa na cara sem permissão

Já levei cada tapa do nada, me deixando assustada ou com dor. Nem todas mulheres gostam de receber tapa, quanto menos sem permissão. É agressão física e passa longe de causar prazer.

Pergunte antes se te permite dar um tapa, se ela quer. E sempre é bom lembrar que é importante que você tenha bom senso em relação a sua força. Não é apenas ser sem permissão, é questão também de não machucar. A linha é muito tênue entre machucar e dar prazer.

Seja sempre o cliente que cause prazer.

7. Enfiar o dedo sem permissão

Assim como acontece com tapas, enfiar o dedo sem permissão também não causa prazer, apenas ranço. Eu sempre odiei levar dedada sem querer, sem pedir, principalmente durante sexo oral. Nas vezes que tive vontade, eu pedi.

Já dedo no cu, eu nunca aceitei. Amo fazer sexo anal, mas odeio fio-terra em mim. Meu corpo, minhas regras.

Cliente precisa entender que cada corpo, há suas próprias regras. Simples assim. 

8. Morder o bico do seio com força

Essa é outra atitude que sempre me causou pavor: levar mordidinhas nos bicos. Dependendo do meu nível de tesão com quem estivesse comigo, eu sempre curti. 

O problema era justamente quando o cliente mordia com força sendo que eu já não estava sentindo prazer algum, então essa atitude me irritava muito, além de me causar dor. E essa situação aconteceu várias vezes.

Cliente precisa saber que os bicos dos seios são áreas bem sensíveis e que nem sempre uma mordida é bem-vinda.

9. Fazer sexo oral ruim e achar que está arrasando

Homens que sabem fazer oral dignamente estão em extinção. Tive várias experiências péssimas, que eu tinha apenas vontade de sentar na cama e chorar, daí eu olhava para o cliente e ele estava lá fazendo cara como se estivesse arrasando na performance, então a vontade de chorar passava para rir. 

Tentava fazer algo que ele percebesse que estava péssimo para mim e que por mais que eu esforçasse, nem fingir prazer eu conseguia. Parava de gemer, mexia meu corpo me afastando da boca dele e por fim dizia: “Deixa eu te chupar agora” ou então “me coma”. 

Simplesmente fugia.

Cliente precisa saber que mulher não é obrigada a receber sexo oral ruim.  

10. Forçar romantismo inexistente

Sabe quando não rola química nem afinidade, mas mesmo assim após a transa a pessoa quer ficar agarrada como se fossem namorados, sendo que a falta de prazer por parte da garota foi bem notória? Pois é, é disso que tô falando. 

Eu odiava quando isso acontecia. Depois de uma transa ruim para mim, não me fazia o menor sentido ficar abraçada com o cara na cama. Preferia ir para o segundo round sem pausa a forçar um romance inexistente.

Cliente precisa saber quando a garota de programa quer dar e receber carinho, pois romantismo forçado irrita. E muito! 

11. Comparar o meu performance sexual

Comparar sexo com a de outra garota de programa é como comentar a performance sexual da ex-namorada com a atual, mesmo que a comparação seja positiva para quem esteja ouvindo no momento. 

Ser comparada positivamente não enchia meu ego, eu apenas não queria saber detalhes se meu sexo era melhor ou pior do que outra.

Cliente precisa saber que da mesma maneira que não gosta de ser comparado com outros homens, é desnecessário comparar a performance de uma garota de programa para outra

12. Ficar “punhetando”

Quando trabalhei em casas privês, era muito comum clientes que iam apenas para punhetar, como dizíamos. Eram aqueles homens que iam ao puteiro apenas para passear, enrolavam o quanto podiam, queriam apenas conversar e beber, fingindo que iam fechar programa com alguma garota, pois queriam conversar com uma, depois com outra, e no fim iam embora. 

Além deles fazerem com que as garotas perdessem tempo, muitos iam ao banheiro para se masturbar antes de irem embora. O pior é que muitos ainda tinham a audácia de deixarem a porra da gozada bem exposta na tampa da privada. 

Não foi um, nem dois, foram muitos.

Eu odiava também quando os clientes me ligavam fingindo que queriam informações do meu programa, mas eu percebia que na verdade estavam se masturbando do outro lado da linha. 

Infelizmente, fui obrigada a conversar com vários na força do ódio com esperança que os convenceria a fechar programa comigo. Consegui conquistar alguns pelo menos, mas confesso que odiava clientes com este perfil de punheteiros.

13. Insistir que eu desse o número do meu telefone pessoal

Homens assíduos no mundo da putaria sabem que a maioria das garotas de programa têm dois números de telefone, um para uso profissional e outro pessoal. Eu cheguei a passar meu número pessoal para alguns clientes, poucos e bons, pois na época depois de fazer programa por várias vezes com o mesmo homem, era normal conquistar minha amizade. 

Mas era eu que pedia ao cliente para anotar meu número pessoal nestes casos.

Enquanto alguns tiveram este privilégio, tantos outros praticamente exigiam meu outro número, mesmo eu dizendo que poderíamos continuar mantendo contato com o profissional. Eu percebia que queriam forçar uma amizade sendo que não havia interesse da minha parte para tal, e se tornavam chatos e inconvenientes.

Clientes precisam saber que a regra de que não podem cobrar nem exigir amizade de ninguém na vida, vale também no mundo da putaria

Também existem muitos clientes bons!

Estas são as minhas observações principais do que realmente me incomodava em relação aos clientes com atitudes que me deixavam com preguiça de continuar o programa, apenas respirava fundo e lembrava dos boletos.

Jamais vou generalizar. Tive vários clientes fofos que não cometeram nenhum deslize e que ganharam notas boas no meu blog por isso. Há clientes que tratam garota de programa com tanta delicadeza que acabam compensando no final das contas. 

Clientes são uma caixinha de surpresa. E não demorei para aprender que não podemos julgar nenhum homem que ama estar na putaria. Me surpreendi com vários. De quem achei que levaria tapa do nada na cara, recebi carinho. De alguns clientes que jurei que seriam fofos na cama, acabaram sendo ogros.

Minha intuição falhou várias vezes olhando apenas a cara, sem ver o coração de clientes.

Sempre disse aos meus amigos héteros pessoais: “Trate uma garota de programa como você trata todas as mulheres com quem vai para a cama. Não mude tua personalidade. Há muitas mulheres que não fazem programa, mas que estão interessadas apenas no seu dinheiro também”.

Espero que você seja um cliente fofo, mas caso não seja, ainda há tempo para se tornar um. Pense que será beneficiado também. Prazer gera prazer.

Desejo que 2021 seja um ano cheio de prazeres na tua vida!

Um beijo da Bruna Surfistinha

AssinaturaBruna 5

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Bruna Surfistinha
Bruna Surfistinha
Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha começou no mundo da prostituição em 2002, onde ficou até 2005. Se tornou conhecida nacionalmente a partir da criação de um blog contando suas aventuras sexuais durante os programas. O blog a inspirou a escrever o livro "O Doce Veneno do Escorpião" que é até hoje um dos maiores best sellers do Brasil. Publicou ainda mais 2 livros, foi finalista do reality show A Fazenda, tem um filme homônimo baseado em sua vida, protagonizado por Deborah Secco e ainda uma série ficcional da FOX/GloboPlay com 4 temporadas. Nunca teve vergonha de assumir seu passado e tem orgulho de chegar onde está hoje.

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