Como cuidar da saúde física e mental, além dos cuidados com COVID-19, por Bruna Surfistinha

No primeiro texto, compartilhei dicas das minhas estratégias de marketing pessoal. Neste mês, resolvi escrever sobre cuidados com a saúde, até mesmo por conta da fase que estamos tendo de lidar com a pandemia do COVID-19.

Hoje você aprenderá todos os cuidados que eu tinha com minha saúde física, saúde mental, e os cuidados com COVID-19.

Minha educação sexual

Na escola onde estudei, tive aula de educação sexual durante um ano, foi quando aprendi sobre a importância de me prevenir para não contrair nenhuma doença sexualmente transmissível (DST). Naquela época, aos 15 anos, nem passava por minha cabeça que me tornaria prostituta em algum momento da vida, mas já tive toda orientação necessária que, com meus pais jamais teria, afinal sexo era tabu e um assunto proibido em casa.

Foi quando aprendi que existem outras doenças sem cura além da AIDS, como o HPV ( que inclusive pode causar câncer no colo do útero ), Sífilis e Hepatite C.

Antes de ter toda esta orientação, já sentia preocupação e receio de iniciar minha vida sexual sem contrair AIDS, pois li o livro Depois daquela viagem, que é a biografia de uma menina que contraiu na relação sexual ao perder a virgindade. Então entendi a importância de me proteger. Aliás, aprendi a colocar camisinha em uma banana! Cena inesquecível.

UsZTExqKmoa8GXaqh1X 2fTKavJX V5ePhE6sFjZ5iTyVg6b91WmtjDQ X 2ZwSI7nDuXPkZRYdLMUhq2brV IqyCGBBQ2PuzNOW2fKDN8jY24UFKN3QYaiykP8wCFFqd 9ewoDy 1

Cuidados com Saúde Física

Na época da prostituição, uma das perguntas que mais me fizeram foi: “Você não tem medo de pegar doenças?”. Tendo uma vida sexual intensa com vários parceiros diferentes, ficamos mais vulneráveis, mas isso acaba nos tornando mais responsáveis. Eu sempre digo que garota de programa se cuida muito mais do que pessoas que não fazem parte deste mundinho.

Tive poucos clientes que pediram sexo sem camisinha, mas que foram obrigados a usar, mesmo que a justificativa fosse que não conseguem gozar ou porque tem alergia.

Usei algumas vezes camisinha feminina, mas com muito receio mesmo tendo consciência que havia colocado da maneira correta. Depois de um tempo fazendo programas, decidi que eu mesma colocaria a camisinha em todos os clientes por confiar muito mais da maneira que aprendi na banana. Rs

Antes de determinar isso, notei que nem todos os homens colocam camisinha corretamente, muitos sequer deixam o espaço na ponta para o gozo. Um homem teve audácia de colocar do lado contrário ao que desenrola com facilidade. Além de errado, muito mais difícil, e fiquei apenas observando e me segurei para não rir.

E vocês meninas, já tiveram um cliente atrapalhado dessa maneira? Deixem nos comentários abaixo!

Para finalizar a história, pedi para trocar a camisinha e fazia questão de dizer que ele havia colocado de qualquer jeito, e para amenizar este climão, eu colocava a outra camisinha com a boca. Aprendi esta técnica com uma colega do privê e praticava em alguns casos especiais.

Se você ainda não sabe, vou te ensinar, é bem fácil: 

  1. Posicione a camisinha na boca, no lado certo para desenrolar. Prenda a camisinha entre a língua e o céu da boca, e lembre-se que não pode ficar nenhum ar. 
  2. Encoste na cabeça do pau e faça um movimento devagar com os lábios empurrando com eles a camisinha até o fim. 
  3. Já pode aproveitar para fazer oral em seguida.

Para não correr o risco de dar errado na hora H, eu treinei antes esta técnica num consolo ( pênis de borracha ) até me sentir segura para colocar num pau de verdade. 

Além desse cuidado com o uso da camisinha, também sempre tive outros cuidados necessários:

  • Quando fazia anal e o cliente não gozava e queria voltar pro vaginal, sempre trocava a camisinha para evitar infecção.
  • Ia ao ginecologista a cada dois meses para um check-up.
  • Fazia um check-up geral a cada seis meses, incluindo exame de sangue para ter certeza que estava limpa de DSTs.
  • Respeitava o limite do meu corpo para não me machucar. Tenho o útero baixo, então acontecia de durante uma relação sexual sentir desconforto ou até mesmo dor, principalmente quando o pênis era grande. Optava por posições que não me agredissem tanto.

Cuidados com Saúde Mental

Falando sobre cuidados com a saúde, acho importante também comentar sobre a saúde mental, principalmente para você manter a estrutura emocional, pois conheço muito bem todas as questões internas que gera ao fazer programa. Fazer terapia é importante. Comecei a fazer apenas a partir do segundo ano na prostituição, e foi essencial para mim, em especial durante o processo para me aposentar. Mas você também pode buscar por alternativas que te fazem bem: meditação, yôga, praticar algum esporte, um hobby, enfim, se permitir ter um momento para descansar o corpo e a mente.

HebJ6OwQEVpa0jfszLPe041hM3h57rW 6t95b bQVFNyKrK 3

Cuidados com o Coronavirus

Neste momento atual de COVID-19, espero que você esteja se cuidando. Imagino que não esteja sendo fácil porque fazer programa é um dos trabalhos mais prejudicados com o isolamento social, afinal, como substituir o sexo presencial?

Confesso que num primeiro momento me desesperaria se ainda fizesse programa e sendo obrigada a parar de atender clientes por tanto tempo. Mesmo tendo que manter as contas em dia, eu respeitaria a quarentena para não correr risco de me contaminar e encontraria alguma solução para ter pelo menos um faturamento mínimo.

Vou compartilhar com você quais seriam minhas soluções para enfrentar este momento:

  1. Criaria um voucher com valor especial do meu programa, com 10 ou 20% de desconto e ofereceria aos clientes já conhecidos por mim. Em outras palavras seria um “vale foda pós quarentena”. Para os clientes que eram habituais e me procuravam todos os meses, faria um pacote valendo 3 programas. Elaboraria um textinho básico comentando sobre a necessidade de respeitar o isolamento, mas que quando tudo isso acabar, recompensaria com muito prazer. Acredito que muitos entenderiam a situação e me ajudariam comprando um “vale foda”.
  2. Me tornaria cam girl, criaria uma apresentação bem bacana de strip-tease e buscaria uma plataforma para realizar este trabalho. Faria divulgação nas mídias sociais para que o alcance não fosse apenas com os clientes já habituais.
  3. Já ouvi falar que há sites que vendem packs de pés femininos para podólatras. Descobriria como fazer parte desta rede também. Conheci mulheres que já venderam foto dos pés por R$ 300. E sim, este mercado é forte e lucrativo.

Estas seriam minhas soluções emergenciais para pelo menos conseguir pagar os boletos e ficar menos desesperada com a situação de não poder fazer programas.

Fique bem! Se cuide! 

Um beijo da Bruna Surfistinha.

AssinaturaBruna 5

Compartilhe esse post:

Artigos relacionados:

Como fechar mais programas: dicas para acompanhantes e garotas de programa
Roupas essenciais para acompanhantes e looks para encontros
Como se tornar book rosa em 2020 e ganhar mais de R$1000 por encontro!
Como cuidar da saúde física e mental, além dos cuidados com COVID-19, por Bruna Surfistinha
Bruna Surfistinha
Bruna Surfistinha
Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha começou no mundo da prostituição em 2002, onde ficou até 2005. Se tornou conhecida nacionalmente a partir da criação de um blog contando suas aventuras sexuais durante os programas. O blog a inspirou a escrever o livro "O Doce Veneno do Escorpião" que é até hoje um dos maiores best sellers do Brasil. Publicou ainda mais 2 livros, foi finalista do reality show A Fazenda, tem um filme homônimo baseado em sua vida, protagonizado por Deborah Secco e ainda uma série ficcional da FOX/GloboPlay com 4 temporadas. Nunca teve vergonha de assumir seu passado e tem orgulho de chegar onde está hoje.

Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *