Entenda como garotas de programa podem acabar com os 5 estereótipos da profissão [Mitos e Verdades]

Vamos abordar os 5 principais estereótipos e preconceitos criados pela sociedade em relação à garotas de programa e como você pode ajudar a combatê-los.

Existem muitos “achismos” acerca das profissionais do sexo: como escolheram sua profissão, se são felizes fazendo o que fazem, se usam a profissão para sustentar algum vício… enfim! Mas será que tudo isso é verdade?

Ao final deste artigo você vai entender o que são mitos e verdades sobre a profissão e como ajudar a acabar com os mitos (estereótipos)!

Mas afinal, o que seria um estereótipo?

Para falar sobre estereótipos, precisamos entender o que realmente é isso. Então, vamos conferir a definição do dicionário Michaelis para a palavra:

Estereótipo é a imagem que categoriza alguém ou algo, com base apenas em falsas generalizações, expectativas e hábitos de julgamento.

Pensamos que estereótipo é a característica que damos a pessoas que fazem parte de um grupo específico, somente com base no que achamos delas. Por exemplo: evangélicos não cortam o cabelo, grafiteiros são baderneiros, roqueiros são viciados, geeks são nerds, mulheres que usam roupas mais sensuais são prostitutas.  

Estereotipar alguém é olhar apenas para a sua imagem e sair julgando, o que pode gerar muito desconforto e preconceito. Mas, infelizmente, é muito mais comum do que imaginamos.

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Agora, vamos falar de como as garotas de programa encaram seus estereótipos.

5 principais estereótipos sobre garotas de programa, segundo a sociedade

Parte da sociedade ainda não foi capaz de entender que o trabalho de uma acompanhante é legítimo e quem o exerce merece respeito como qualquer profissional, independentemente da área (#éTrabalhoDignoTambém)!

Para as garotas de programa é um desafio diário encarar todos os estereótipos e não deixar que isso afete sua saúde emocional. Afinal, ouvimos bastante por aí sobre quem trabalha com sexo e, boa parte das vezes, não é boa coisa.

Entre os estereótipos mais comuns, temos:

1. Quem trabalha com sexo é viciado em drogas ou álcool e se vende para financiar o vício

MITO!

Muitas pessoas acham que as garotas de programa só entraram nessa profissão para poder bancar o seu vício e isso é absurdo. Outras pessoas acreditam que mesmo que a garota não entre na profissão para sustentar o vício, acaba adquirindo o vício ao longo da profissão pela exposição às drogas.

Casos como o da ex-capa da Playboy que oferecia cocaína junto ao programa ou até mesmo o da Andressa Urach, que diz que caiu no mundo das drogas por causa da profissão, reforçam este estereótipo.

Não vou ser hipócrita: a exposição às drogas existe. Mas, ela não é diferente do que a exposição às drogas nas baladas ou nos demais tipos de trabalho. Já vi várias pessoas que usam cocaína para trabalhar durante o dia nos escritórios e ninguém nunca fala nada sobre isso. Todos sabem que caminhoneiros, quando expostos a longas horas de trabalho, usam rebite para se manter acordado. Muitas pessoas com trabalhos manuais ou que demandam maior criatividade, fumam maconha antes de começar. Eu mesma, trabalho o dia todo na base da cafeína e sempre que estou trabalhando até tarde, abro uma garrafa de vinho pra dar aquela motivada. 

Mas, isso não significa que todos que trabalham em escritório usam cocaína ou que todos os caminhoneiros usam rebite ou que todos os trabalhadores manuais usam maconha ou ainda que todos que trabalham até tarde abrem uma garrafa de vinho.

Agora, quando a garota de programa usa alguma droga, aí pronto, todo mundo acha que prostituição leva a garota às drogas…Muitas garotas não usam qualquer tipo de droga!

Como ajudar a acabar com este estereótipo

Uma dica é procurar deixar isso logo claro para os clientes quando o assunto surgir. É importante que as pessoas entendam que o tipo de trabalho sexual não é necessariamente algo em que uma pessoa entra somente para conseguir drogas.

2. As acompanhantes não são inteligentes o suficiente para fazer outra coisa

MITO!

É claro que, assim como acontece em qualquer outro grupo, podemos encontrar garotas mais ou menos inteligentes, como algumas que pensam que a África é um país e outras que saberão quais físicos ganharam o prêmio Nobel.

Existem muitas garotas com curso técnico e graduação. As garotas mais inteligentes conseguem aprender sobre marketing e até executar estratégias como as de Bruna Surfistinha e Andressa Urach para ganhar muito dinheiro fazendo poucos programas.

Como ajudar a acabar com este estereótipo

Uma dica é nunca fingir ser uma garota bonitinha e burra, só pra inflar o ego dos clientes. Uma dica que damos no Paradise Girl é de fazer justamente o contrário: se você quiser ser uma acompanhante de luxo e ganhar mais dinheiro, esteja sempre desenvolvendo seu intelecto, ou seja, leia livros, acompanhe as notícias, aprenda inglês…o céu é o limite.

Dê preferência a ser vista como alguém que não escolheu a profissão do sexo porque não tem intelecto para outros trabalhos, mas sim por acreditar ser muito boa no que faz, em todos os sentidos.

3. Garotas de programa são infelizes

MITO!

É claro que normalizar a profissão do sexo, como ser advogado ou dentista, não é uma tarefa simples. Definitivamente, é algo que não será feito por uma ou por várias garotas de programa durante uma noite. Mas, quem escolheu a profissão do sexo pode mostrar aos clientes que faz isso com muito prazer!

Temos exemplos claros disso, como a Bruna Surfistinha ou a Sierra Pine, que já deixaram claro seu prazer em exercer sua profissão de garota de programa, apesar das dificuldades. 

Vale lembrar que muitas garotas tiveram que escolher entre se tornarem garotas de programa ou faxineiras e muitas delas são mais felizes trabalhando com sexo do que com limpeza, acredite!

Como ajudar a acabar com este estereótipo

Se houver um dia que você não esteja com vontade de trabalhar, tire o dia de folga. Assim como em qualquer outra profissão, você deve sempre se lembrar de tirar uns dias de folga, pois é impossível estar motivada todos os dias, 24h por dia.

E caso você não consiga tirar um dia de folga porque precisa de dinheiro, respire fundo, dê uma meditada ou se dê um mimo, e tente curtir o momento. 

4. Acompanhantes devem se parecer com as panicats para terem sucesso

VERDADE (em partes)!

Depende da sua definição de sucesso: Se pra você, sucesso for ganhar mais de R$30 mil reais por mês na profissão, então sim, como é o caso das famosas garotas book rosa, onde todas são estilo panicat.

Mas, se pra você sucesso significa ser bem reconhecida na profissão…então, é um grande mito.

Nada contra acompanhantes que têm implantes de seios, apliques nos cabelos, usam spray de bronzeamento ou cílios postiços. Inclusive, itens como esses podem ser excelentes para se sentir mais confortável, atraente ou segura. 

Mas, acreditem, muitas garotas de programa gerenciam muito bem seu negócio sem precisar de peitos enormes, cabelos loiros, pele bronzeada ou muita maquiagem. São simplesmente muito magras ou até mesmo obesas, não usam maquiagem, são punks ou alternativas.

Enfim, altas, baixas, negras, brancas, não importa! As preferências das pessoas variam tanto que quase todo tipo de pessoa poderia viver como acompanhante. 

Como ajudar a acabar com este estereótipo

O que pode acontecer é você criar personagens para variar com seus clientes e até mesmo sair um pouco da rotina. Porém, tenha sempre orgulho de quem você é, da sua aparência, energia e do que tem a oferecer.

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Entenda que você pode ganhar muito bem sem procedimentos cirúrgicos, basta você trabalhar bem no seu marketing pessoal, fazer um excelente atendimento e trabalhar na fidelização de clientes.

5. Acompanhantes são coagidas a trabalhar com sexo

MITO (em partes)!

Esta parte é um pouco mais delicada. As prostitutas do proletariado, ou seja, aquelas que trabalham por menos de R$50 por programa e em regiões de pobreza, muitas vezes, começam a trabalhar na profissão ainda menores de idade, iniciadas pela própria família.

Existem sim casos de coação na prostituição, da mesma forma que existe esta coação em várias fábricas na China, como foram os famosos casos de trabalho escravo nos produtos da Apple e Nike

Não é só porque a Apple e Nike fazer exploração do trabalho infantil que todos os produtos são feitos usando trabalho escravo, assim como não é só porque algumas garotas de programas são coagidas à profissão que todas elas estão lá sob ameaças ou violência.

Ao mesmo tempo, não podemos generalizar dizendo que todas as garotas de programa estão na profissão por vontade própria. Nas regiões mais pobres do Brasil e do mundo, infelizmente, a exploração sexual ainda é uma realidade e é importante não generalizar para que estes problemas fiquem mais evidentes para que possamos solucioná-los.

É uma luta diária tentar mostrar que, na grande maioria das vezes, trabalhar como acompanhante é uma escolha. Muitas o fazem por vontade própria, por prazer! 

Como ajudar a acabar com este estereótipo

Tenha orgulho do seu trabalho! Tente criar coragem para contar, mesmo que aos poucos, para seus amigos e familiares sobre sua profissão, reforçando o quanto você acha que esta profissão te empodera e te permite fazer coisas que você não conseguiria fazer se trabalhasse em outras áreas.

Quanto mais amigos e familiares souberem de uma garota de programa que começou na profissão por vontade própria, mais fraco será este estereótipo que muitas estão na profissão por falta de opção.

Lutar contra os estereótipos é um desafio diário

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Desafiar os estereótipos acaba sendo parte do trabalho de uma garota de programa. O mais importante é superar toda e qualquer hostilidade, sendo a melhor versão de você mesma, para que as pessoas fora do seu grupo possam pensar que talvez, estejam erradas sobre seus julgamentos e deixem de criar os estereótipos.

Deixamos aqui nosso total apoio a qualquer tipo de profissão e, com carinho, às garotas de programa. Se você já sofreu com preconceitos ou estereótipos, conte pra gente como aconteceu!  

#éTrabalhoDignoTambém

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Pedro Albuquerque
Pedro Albuquerque
Fundador do Paradise Girl e consumidor do mercado de garotas de programa a mais de 5 anos. Entrou nesta vida em São Paulo, nas melhores boates e sites do Brasil, e teve experiências no Rio de Janeiro, Campinas, Florianópolis e até mesmo em Santiago, no Chile. Estudou engenharia na UFSC, trabalhou em consultoria de negócios e agora se dedica ao empreendedorismo!

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